Tipos Populares


Mãe Bonifácia
Negra, parteira e curandeira. Estes era alguns dos atributos dados à Mãe Bonifácia. A velha senhora residia em uma mata densa localizada as margens de um córrego situado nas proximidades da estrada que dava acesso as Vilas de Nossa Senhora da Guia, Brotas e Diamantino. A mata era um reduto de escravos foragidos que Mãe Bonifácia acolhia, zelava e dava conforto num momento de desalento. Muito requisitada pelas suas práticas de curandeirismo, Mãe Bonifácia continuou a morar no local, mesmo após a abolição da escravatura até sua morte. Em dezembro de 2000, o antigo refúgio de Mãe Bonifácia virou um Parque, que levou seu nome em sua homenagem.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -  


Maria Taquara
Maria Taquara também é uma personalidade bastante presente na memória dos cuiabanos. Segundo Aníbal Alencastro, ela era uma pessoa do povo, mas que fugia aos padrões da época. Era muito alta e magra, daí o apelido de Taquara. Trabalhava como lavadeira e andava pela cidade com uma mala para carregar as roupas dos clientes que moravam no centro. Maria Taquara morava em uma tapera atrás de um quartel e à noite, costumava receber visitas de soldados que estavam de plantão. De acordo com Aníbal, ela costumava dizer aos soldados que a chamavam de taquara: “De noite sou Maria meu bem, de dia sou Maria Taquara”. Não era uma pessoa simpática, bebia muito e fumava charutos e cigarros de palha. Foi a primeira mulher a usar calças compridas em Cuiabá.
foto: Amanda Aquino/TVCA - "Estátua em homenagem à Maria Taquara, no centro de Cuiabá"

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 

Zé Bolo Flô
O geógrafo e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, Aníbal Alencastro, conta que Zé Bolo Flô viveu em Cuiabá em meados dos anos 60 e 70. Era um mendigo negro, pobre e muito simpático, que vagava pelas ruas da capital, usando uma bengalinha. Estava sempre na porta das igrejas e os padres, frequentemente, o ajudavam. “Eu sempre o via sentado na calçada, alegre e cantando”, relata o geógrafo. Foi compositor, poeta e músico e fez sucesso na sociedade cuiabana, que sempre requisitava sua presença nas festas religiosas e nos carnavais realizados nas praças e ruas da cidade. Ele acompanhava os blocos e cordões que dançavam ao som da banda que a Prefeitura disponibilizava durante as festividades. Em seus últimos dias, Zé Bolo Flô viveu no hospital Adauto Botelho, onde sempre manteve uma atitude otimista, levando para lá a mesma alegria que contagiava os cuiabanos nas praças públicas.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 

Jejé de Oyá
Com o seu jeito desbocado, Jejé de Oyá que, na verdade nasceu José Jacinto Siqueira de Arruda, ganhou respeito e admiração da capital. Cuiabano por adoção, Jejé nasceu em Rosário Oeste, mas mudou-se para Cuiabá ainda criança e passou a morar no bairro da Boa Morte onde vive até hoje por intermédio de uma tradicional família da cidade. Jejé estudou alfaiataria na Escola Profissional Salesiana, hoje Colégio São Gonçalo, chegou a pensar em ser padre mas, não seguiu o sarcedócio. Negro, pobre e homossexual, Jejé freqüentou os grandes bailes nos clubes populares da capital, num deles chegou a ser discriminado por causa da sua cor, já que na época, ser negro significava ter um "espaço" limitado na sociedade. Decidiu então a escrever sobre o que via e o que ouvia nas festas. Foi assim que nasceu o colunista Jejé, dono de um estilo áspero e desbocado. Com seu jeito irreverente de vestir, Jejé de Oyá conquistou seu espaço e se tornou figura referencial em Cuiabá. Sua presença é indispensável nos bailes de gala, nas madrugadas e onde quer que haja alegria.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 


Liu Arruda
Ícone da cultura mato-grossense, Liu Arruda eternizou alguns personagens como a Comadre Nhara, Juca, Sinhá Dedê, Ramona, Gladstone e Sandoval.
Liu Arruda começou a trabalhar na década de 80, quando retornou a Cuiabá depois de morar e estudar no Rio de Janeiro. Foi nos anos 90 que ele chegou ao auge da carreira, atuando no teatro e fazendo shows em bares da capital mato-grossense. Ele resgatou os costumes da cuiabania dando ênfase ao linguajar e às tradições do povo do Estado.

Comadre Nhara, a mais conhecida personagem, era uma mulher cuiabana que vivia 'espiando' as pessoas pela janela de casa. Juca retratava o homem cuiabano e Liu Arruda dizia ter se inspirado no próprio pai para compor o personagem. Sinhá Dedê era uma empregada doméstica engraçadíssima, que ficou conhecida depois que Liu apresentou diversos comerciais na televisão caracterizado como Dedê. Com uma peruca loira, Liu se travestia de Ramona, uma garota cuiabana que queria fazer tudo para estar na moda. Já Gladstone era um hippie hilário criado pelo artista.

No final dos anos 90, Liu adoeceu e a saúde piorou ainda mais quando contraiu uma infecção depois de fazer uma lipoaspiração. Queria estar em forma para encarnar a personagem Ramona nos palcos. Ele foi internado e morreu em outubro de 1999.

Roupas e objetos de Liu Arruda estão guardados no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá, da Secretaria Municipal de Cultura. O Museu fica localizado na rua Voluntários da Pátria, na esquina com a rua Sete de Setembro, no centro da capital.



- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -


Nico e Lau

Em 1995 os atores, Lioniê Vitório e J. Astrevo, receberem convite da TV Record (Grupo Gazeta de Comunicação) para participarem do programa “Revista da Manhã”. Lá criaram as personagens Nico e Lau, comandando o quadro "Porteira Aberta". Com o sucesso do quadro a dupla foi convidada para participar do Programa dominical “SER...TÃO MATO-GROSSENSE”, apresentado pelo radialista Carlos Roberto “Mortadella”, oportunidade que fez crescer a popularidade da dupla.

Em 1996 levaram pela primeira vez as personagens para o palco com o show humorístico que levava o nome da dupla: NICO E LAU- O Show. O trabalho teve ótima repercussão e deu início a carreira de espetáculos teatrais dos comediantes que assim sucederam-se:

O COBRADOR em 1997, O SORTUDO em 1998, O TANTÃ em 1999, A CASA ASSOMBRADA em 2000, O FREGUÊS em 2001, O MALA em 2002. QUEM COCHICHA O RABO ESPICHA em 2003, BALAIO DE GATO em 2004, QUEM IMPORTA O RABO ENTORTA em 2005, UM PROGRAMA BEM BOM em 2006, O GOLPE em 2007, BICO CALADO em 2008 e PRETO NO BRANCO em 2009. Todas com textos e direção de J. Astrevo Aguiar.


A dupla já lançou 4 CDs musicais. Em 1998 o primeiro: DANÇA DO LAMBARI, em 2000 o segundo: ARRIPIÁ, o terceiro em 2003 ACHO QUE TÔ APAIXONADO e em 2006 o quarto - AGITANO NA BALADA.

Em 2007 a dupla lançou seu primeiro DVD – o curta metragem O JOGO e 10 episódios do MINUTO DO HUMOR de bônus. Desde 2005 veicula o programa MINUTO DO HUMOR na TV Centro América e a partir de 2007 na TV Morena em Mato Grosso do Sul.

Saiba mais em:  http://www.nicoelau.com.br 

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -





Nenhum comentário:

Postar um comentário

O quê que cê atchô?